quarta-feira, 23 de março de 2016

Cotas no serviço público geraram mais 3 mil vagas em todo o Brasil

Ação afirmativa pretende geral igualdade de oportunidades no mercado de trabalho
porPublicado: 21/03/2016 17h03Última modificação: 21/03/2016 17h07
As cotas como ação afirmativa também foram aplicadas ao serviço público, com a sanção da Lei n° 12.990/2014, que prevê a reserva de vagas para a população negra em concursos públicos. A medida visa assegurar à população negra brasileira igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, superando os reflexos do racismo nessa área. A adoção de cotas no serviço público também está prevista no artigo 1º, inciso VI e artigo 39, da Lei nº 12.288/ 2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial.

O monitoramento feito em editais de concursos públicos desde o início da vigência da Lei mostrou que 3.305 pretos e pardos tiveram o ingresso no serviço público garantido através das cotas (dados atualizados até dezembro/2015). A legislação, em vigor desde 9 de junho de 2014, prevê a reserva de 20% das vagas em concursos públicos federais para pessoas que se autodeclarem pretas ou pardas, utilizando a mesma metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, responsável pelo monitoramento da aplicabilidade da lei, analisou 108 editais entre o período de setembro de 2014 a dezembro de 2015. Ao todo, o país ofertou 19.621 vagas. Destas, 3.305 foram para pretos e pardos. Os números correspondem ao total de vagas ofertadas pelo governo federal, judiciário, estados e municípios que adotaram a lei.

21 de março: Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e 13 anos de Seppir 
21 de março é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória do Massacre de Shaperville, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos. 

Nesta mesma data emblemática, no ano de 2003, foi criada a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), no âmbito do Governo Federal, com a finalidade de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para a promoção da igualdade racial no Brasil. 

Nestes 13 anos de implementação de políticas públicas de promoção da igualdade racial, é possível identificar muitos avanços para a população negra brasileira, entre eles: a redução da pobreza, a ampliação do acesso à universidade e ao mercado de trabalho, além do reforço a mecanismos de denúncia do racismo.

Regularização de territórios quilombolas no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cerca de 28 mil famílias quilombolas foram contempladas entre os anos de 2005 e 2015
porPublicado: 21/03/2016 17h50Última modificação: 21/03/2016 18h09
21-03-2016 - terras quilombolasCom uma trajetória histórica própria, as comunidades quilombolas são grupos cuja origem se refere a diferentes situações: áreas ocupadas no processo de resistência ao sistema escravista, doações de terras realizadas a partir da desagregação de monoculturas, compra de terras pelos próprios sujeitos, com o fim do sistema escravista, ou terras obtidas em troca da prestação de serviços.
Em todos os casos, o território é a base da reprodução física, social, econômica e cultural da coletividade. Assim, é fundamental trabalhar para garantir a esses grupos o acesso à terra, na execução e acompanhamento dos trâmites necessários para a regularização fundiária das áreas de quilombo, que constituem título coletivo de posse das terras tradicionalmente ocupadas.
Entre os anos de 2005 e 2015, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou 208 Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID) de terras quilombolas. No mesmo período foram publicadas 107 portarias de reconhecimento dessas comunidades; 77 Decretos de desapropriação e 29 títulos de propriedade, contemplando cerca de 28 mil famílias em todo o país.
Somente em 2015 foram publicados 32 RTID, 12 Portarias de Reconhecimento de Territórios Quilombolas e 14 Decretos Declaratórios de Interesse Social. Foram emitidos, ainda, 16 Contratos de Concessão de Direitos Real de Uso (CCDRU), correspondentes a aproximadamente 17 mil hectares; e entregues 16 Títulos Definitivos de Reconhecimento de Domínio, no total de 7 mil hectares, beneficiando 1.984 famílias em 7 comunidades quilombolas dos estados de Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Sergipe.
Programa Brasil Quilombola
O Programa Brasil Quilombola (PBQ) foi instituído em 2004 e teve seu funcionamento regulamentado por meio do Decreto nº 6.261, de novembro de 2007, que dispôs sobre a gestão integrada para o desenvolvimento da Agenda Social Quilombola. O PBQ conjuga as políticas públicas voltadas às comunidades remanescentes de quilombos e organiza-se em quatro eixos: i) Acesso à terra; ii) Infraestrutura e qualidade de vida; iii) Inclusão produtiva e desenvolvimento local; e iv) Direitos e cidadania. O Programa é coordenado pela SEPPIR por meio do Comitê de Gestão da Agenda Social Quilombola, que é composto por 11 órgãos federais, além de instituições convidadas e representantes da sociedade civil. Além da coordenação das ações em nível federal, estão em construção os planos estaduais de ações integradas para comunidades quilombolas, tendo como partícipes as unidades da federação que compõem o Sinapir.
21 de março: Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e 13 anos de Seppir
21 de março é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória do Massacre de Shaperville, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.
Nesta mesma data emblemática, no ano de 2003, foi criada a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), no âmbito do Governo Federal, com a finalidade de formular, coordenar e articular políticas e diretrizes para a promoção da igualdade racial no Brasil.
Nestes 13 anos de implementação de políticas públicas de promoção da igualdade racial, é possível identificar muitos avanços para a população negra brasileira, entre eles: a redução da pobreza, a ampliação do acesso à universidade e ao mercado de trabalho, além do reforço a mecanismos de denúncia do racismo.
Com informações do Incra

Aparecida de Goiânia é o primeiro município goiano a aderir ao Sinapir

Adesão foi realizada nesta segunda-feira (21), na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
porPublicado: 22/03/2016 11h39Última modificação: 22/03/2016 11h39
Na manhã desta segunda-feira (21), o município de Aparecida de Goiânia (GO) passou a fazer parte do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o Sinapir. Assim, o município passa a ser o primeiro do estado de Goiás a aderir ao Sistema, que buscar organizar e articular o conjunto de políticas e serviços destinadas a superar as desigualdades raciais no Brasil.
A solenidade de adesão foi realizada na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília – DF, e contou com a presença da ministra Nilma Lino Gomes, a secretária-adjunta de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Linda Goulart, a diretora de Igualdade Racial do município, Sandra Regina Martins, entre outras autoridades.
A ministra Nilma Lino Gomes comemorou a adesão. “Esse ato significa a instituição da promoção da igualdade racial no município de Aparecida de Goiânia, e se dá num dia muito especial, quando comemoramos o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Reconhecemos o trabalho da diretora Sandra Regina para que esse momento se tornasse possível”, afirmou. “Sabemos que só num ambiente democrático é possível aplicar as políticas públicas e é nesse contexto que o Sinapir se desenvolve. O Sistema descentraliza as políticas de promoção da igualdade racial, possibilitando que o Brasil as desenvolva como um todo”, disse a ministra.
De acordo com a diretora de Igualdade Racial de Aparecida de Goiânia, Sandra Regina Martins, a adesão é fruto de muito trabalho e trará benefícios para o município. “Foram 9 meses de trabalho para fazer essa adesão, que irá contribuir bastante e fortalecer todas nossas políticas de promoção de igualdade racial em Aparecida, que tem mais de 65% da população negra”, destacou Sandra Regina.
Presente também na solenidade, a secretária adjunta de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Linda Goulart, ressaltou em sua fala a importância de políticas públicas voltadas para o segmento. “Hoje é um dia de afirmação de direitos e que sinaliza que precisamos avançar. A população brasileira é composta majoritariamente por mulheres e negros e isso tem que ser levado em consideração, respeitado e fortalecido pelo Estado. E o Sinapir garante a perenidade da política pública e que ela chegue onde deve chegar. Um país democrático é um país que inclui todos, sem discriminação”, declarou Linda.
Edital de Chamada Pública nº 01/2016
Durante a solenidade de adesão, a ministra Nilma Lino Gomes anunciou que neste mês de março será lançado o “Edital de Chamada Pública nº 01/2016”, que tem como objetivo implementar e fortalecer o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Ao todo, serão disponibilizados R$ 4.576.713,00 para três áreas de financiamento: fortalecimento dos órgãos de promoção da igualdade racial; apoio a políticas públicas de ação afirmativa e a políticas para comunidades tradicionais. Podem participar da seleção órgãos da administração pública direta (estados, municípios e DF) e consórcios públicos com atuação voltada ao enfrentamento do racismo e à promoção da igualdade racial.
Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir)
Instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010) e regulamentado em 2013, o Sinapir surge como forma de organização e de articulação do conjunto de políticas e serviços destinadas a superar as desigualdades raciais no Brasil.
O Sistema estabelece como requisito para a adesão, por parte dos entes federados, a existência de órgãos e conselhos voltados para a promoção da igualdade racial em âmbito local. O Sistema estabelece, ainda, modalidades de gestão (básica, intermediária e plena) cuja diferenciação está na capacidade de gestão do órgão de Promoção da Igualdade Racial local. Mais informações sobre o sistema aqui. 

terça-feira, 8 de março de 2016

REUNIÃO COLETIVO ESTADUAL RN






Ajude o PT a transformar o Brasil; Saiba como participar dos Encontros Setoriais

Aqueles que se filiaram até o dia 19 de junho de 2015 têm até 2 de abril para garantir participação nos Encontros Setoriais
Postado por Agência PT, em 12 de fevereiro de 2016 às 11:32:25
Todos que se filiaram ao PT até o dia 19 de junho de 2015 e estiverem em dia com suas contribuições partidárias têm direito a voz e voto nos Encontros Setoriais do Partido dos Trabalhadores. Para participar, é preciso optar por uma área de atuação setorial até o dia 2 de abril.
Com os encontros, os filiados podem contribuir e ajudar o PT nas lutas sociais. É possível participar dos encontros em diversas opções de áreas, a depender do estado do interessado, como: segurança, transportes, educação, saúde, cultura, direitos humanos, assuntos indígenas, direitos humanos, LGBT, meio ambiente, pessoas com deficiência, esporte e lazer, juventude, pessoa idosa, inter-religioso.

Entenda como funcionam, qual a finalidade, quais são os setoriais do PT, como aderir e outras informações sobre o assunto.
1 – Como posso contribuir com o PT nas lutas sociais? O Partido dos Trabalhadores sempre esteve à frente das lutas e mobilizações sociais para defender a classe trabalhadora e transformar a sociedade brasileira. Participando dos Setoriais do PT, os filiados e filiadas ajudam a construir o país
A participação de petistas nos movimentos sociais e de militantes dos movimentos sociais no partido fazem o PT ser tão especial e importante para o povo. O debate e a participação dos nossos filiados e filiadas nos setoriais organizam a atuação do PT nas lutas sociais.
2 – O que são os setoriais do PT? Os setoriais são as pontes entre o PT e os movimentos sociais. São espaços que reúnem e organizam os filiados e filiadas para atuar nas diferentes áreas ou movimentos sociais. Os setoriais promovem o diálogo entre partido e movimentos sociais, elaboram propostas de reformas e políticas públicas e ajudam as direções, bancadas e governos do PT a realizar as mudanças que queremos na sociedade.

3 – Quais são os setoriais que existem no PT?
Os setoriais no PT funcionam como secretarias e coordenações. As coordenações estão ligadas à Secretaria Nacional de Movimentos Populares e são as seguintes: assuntos indígenas, ciência & tecnologia e tecnologia da informação & comunicação, comunitário, direitos humanos, economia solidária, educação, esporte e lazer, LGBT, moradia e reforma urbana, pessoas com deficiência, saúde, segurança alimentar, segurança pública, transporte. Já as secretarias setoriais são: agrária, meio ambiente e desenvolvimento, cultura, mulheres, combate ao racismo, sindical.
4 – Como faço para participar dos setoriais? O primeiro passo é escolher um setorial para participar, de acordo com sua trajetória e seus interesses. É no setorial que você vai encontrar outros petistas preocupados com os mesmos problemas que você. Quer discutir o fechamento das escolas em São Paulo? Participe do Setorial de Educação. Quer falar sobre o crime ambiental de Mariana? Vá aos Encontros Setoriais de Meio Ambiente.
Para as diversas áreas de atuação e movimentos sociais, há um setorial específico, reunindo filiados e filiadas da mesma cidade e Estado para traçar os planos, ações e iniciativas para mudar o Brasil. Depois de escolher, basta fazer a adesão ao setorial.
5 – O que é a adesão setorial? Um filiado ou filiada do PT pode atuar em mais de um setorial, entretanto, só poderá votar e ser votado em um deles. A adesão é a forma de dizer ao partido em qual setorial você quer ter essa participação. A exceção são filiados ou filiadas atuantes no Setorial de Mulheres, na Juventude do PT e/ou no Setorial de Combate ao Racismo, que podem optar pela participação em um mais um setorial, igualmente com direito a voz e voto.
Ou seja, uma jovem mulher que tenha escolhido o Setorial de Combate ao Racismo, por exemplo, poderá participar também da JPT, do Setorial de Mulheres e, ainda, de mais um setorial de sua escolha.
6 – Como fazer a adesão setorial? Para participar dos Encontros Setoriais de 2016 com direito a voz e voto, a adesão deve ser feita, impreterivelmente, até o dia 2 de abril. Existem quatro possibilidades para aderir: na Comunidade PT, no seu diretório zonal ou municipal, na secretaria de organização do diretório estadual, ou no setorial estadual que você escolheu.

7 – O que são os encontros setoriais? Os encontros são os fóruns de decisão e deliberação de cada setorial. Neles, são debatidas e aprovadas as propostas e resoluções sobre a área e atuação dos petistas nos movimentos sociais. Além disso, os encontros setoriais elegem os responsáveis (secretários, coordenadores e delegados) pela condução do Setorial durante o mandato da coordenação ou secretaria.

8 - Quando serão realizados os encontros setoriais? Os encontros setoriais estaduais deverão ocorrer aos fins de semana, de acordo com o calendário: – Setoriais em geral: de 30 de abril a 15 de maio; – Combate ao racismo: de 14 a 22 de maio; – Mulheres: de 21 a 29 de maio.
Os encontros setoriais nacionais serão realizados nas seguintes datas: – Setoriais em geral: 4 e 5 de junho – Combate ao racismo: 11 e 22 de junho – Mulheres: 18 e 19 de junho
9 – É necessário realizar encontros setoriais municipais? Para realização dos encontros setoriais estaduais e nacionais, não é obrigatório realizar os encontros municipais. Contudo, o PT recomenda que sejam realizados, já que, apesar de não elegerem delegados para os encontros estaduais, elegem os coletivos, coordenadores/as e secretários/as setoriais municipais e contribuem para a organização dos petistas nas diferentes áreas de atuação e movimentos sociais em nível local.

10 – Qual o funcionamento dos encontros setoriais? Os encontros setoriais de 2016 serão realizados de acordo com um regulamento, aprovado pela Comissão Executiva Nacional (CEN). Eles são abertos à participação com direito a voz e voto de todos que se filiaram ao PT até o dia 19/6/2015, fizeram a adesão setorial até 2/4/2016 e estejam em dia com suas contribuições partidárias.

11 – Como eu faço para pagar minha contribuição partidária? Para pagar as contribuições partidárias e ficar em dia com o partido, você pode acessar a Comunidade PT e imprimir seu boleto. Em caso de dúvidas entre em contato com o Sistema de Arrecadação de Contribuições Estatutárias (SACE):
Região Nordeste: (11) 3243 1426 – sace.nordeste@pt.org.br Região Norte: (11) 3243 1425 – sace.norte@pt.org.br Região Centro Oeste: (11) 3243 1428 – sace.oeste@pt.org.br Região Sudeste: (11) 3243 1416 – sace.sudeste@pt.org.br Região Sul: (11) 3243 1423 – sace.sul@pt.org.br
Fonte: Por Marcella Petrere, da Agência PT de Notícias





                              

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

TRABALHADORES DOMÉSTICOS: DIREITOS E DEVERES


APRESENTAÇÃO

O Ministério do Trabalho e Previdência Social, em reconhecimento à importância da categoria dos trabalhadores domésticos no mercado de trabalho brasileiro, lança uma nova versão da cartilha “Trabalho Doméstico – Direitos e Deveres”, publicada inicialmente em 2004.
Esta cartilha, em sua 6ª edição, foi revista e atualizada para contemplar os direitos previstos na Emenda Constitucional nº 72, de 2 de abril de 2013, e na Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015, estendidos aos(às) trabalhadores(às) domésticos(as) e tem a intenção de contribuir com trabalhadores e empregadores, reunindo em um único documento as informações sobre as normas legais dos domésticos com o intuito de melhorar e fortalecer as relações trabalhistas.
Dessa forma, esta edição é uma resposta rápida e objetiva do
Ministério do Trabalho e Previdência Social às recentes alterações legislativas, cuidadosamente elaborada para esclarecer dúvidas quanto aos direitos dos empregados domésticos.
Miguel Rossetto
Ministro do Trabalho e Previdência Social

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos municipais de Natal a negros e pardos

Publicado no Diário Oficial do dia 21/12/2015, a sanção da Lei 6.597, que dispões sobre 20 por cento de vagas para negros em concursos públicos em Natal, está iniciativa foi do Vereador Fernando Lucena - PT!!! Parabéns!!!

LEI N.º 6.597 DE 18 DE DEZEMBRO DE 2015

Dispõe sobre a reserva de 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos municipais de Natal a negros e pardos, e dá outras providências.

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE NATAL,
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Os concursos Públicos Municipais de Natal deverão observar uma reserva de 20 (vinte por cento) das vagas oferecidas a negros e pardos.

Art. 2º - Esta Lei segue a linha estabelecida no Estatuto da Igualdade Racial, abrangendo a administração pública direta, as empresas públicas e autarquias.

Art. 3º - Tal medida inspira-se na iniciativa do Poder Executivo Federal, através do Projeto de Lei nº 6.738/2013, assinado pela Presidente Dilma Roussef, na III Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial.

Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Felipe Camarão, em Natal/RN, 18 de dezembro de 2015.

CARLOS EDUARDO NUNES ALVES
Prefeito

http://portal.natal.rn.gov.br/…/public…/dom/dom_20151221.pdf

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

10ª Mesa Nacional de Políticas Quilombolas traz balanço de ações em 2015

Balanço

Como resultados da política de 2015, o Incra registrou a marca de 25 Relatórios Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) publicados, o que representa 50.257 hectares destinados a 2.285 famílias quilombolas em 14 estados brasileiros (CE, BA, RJ, SP, RS, MA, RO,PB, RN, ES, AP, SE, TO, PA).

“Este é o ano em que registramos o maior número de entregas para política quilombola no que diz respeito ao trabalho do Incra”, destacou o diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Martins Torsiano.

Este ano também foram publicadas 12 portarias de reconhecimentos de comunidades quilombolas, identificando e delimitando 21.824 hectares de terras em favor de 1.225 famílias quilombolas.

Em 2015, foram entregues 16 títulos definitivos, totalizando 7.418 hectares em favor de 1.984 famílias e 16 Concessões de Direito Real de Uso (CDRU), título provisório, beneficiando 779 famílias numa área de 17.774 hectares.

Informações da Assessoria de Comunicação do INCRA OFICIAL - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária


Fonte: http://zip.net/bdstH1

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Câmara Municipal aprova Projeto de Lei do Vereador Fernando Lucena, PT/Natal

Câmara Municipal aprova Projeto do vereador Fernando Lucena que dispõe sobre a reserva de 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos municipais de Natal a negros e pardos.
Lucena declarou em seu discurso, que existe uma lei instituindo cota nos concursos federais e que acha válido trazer essa realidade para o nosso município. "Muitas vezes as pessoas questionam a validade dessas cotas, mas não sabem o quão importante são principalmente para os negros, que têm um grande histórico de desigualdade social no Brasil”, pontuou.

FOTO: Mandato Vereador Fernando Lucena

Audiência pública municipal alusiva dia Nacional da Consciência Negra

Boa tarde, quero agradecer a todos/as que construíram conosco esta audiência proposta pelo Vereador Fernando Lucena, aos grupos culturais, aos convidados/as, aos parceiros PT, CUT, SINTE, Câmara Municipal de Natal,  Vereador Hugo Manso, Deputado Estadual Fernando Mineiro e da Senadora Fátima Bezerra, Secretária de Assistência Social do Estado de Alagoas, Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da Republica, enfim, a todos/as que atenderam o nosso convite e fizeram deste momento uma extraordinária reverência ao Zumbi dos Palmares e contra todos os tipos de intolerâncias! A Câmara Municipal de Natal/RN com muito Axé !!!! Meu muito obrigado!!!


VEJA AS FOTOS:

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

RN é contemplado com Edital de Serviço de Radiodifusão Comunitária

Ministério das Comunicações
GABINETE DO MINISTRO
EXTRATO DO EDITAL Nº 79, DE 29 DE OUTUBRO DE 2015(*) SELEÇÃO PÚBLICA

Nº Processo: 53900.057079/2015-58. 

Objeto: Serviço de Radiodifusão Comunitária, nas localidades indicadas no anexo I. 

Interessados: Fundações e Associações Comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade de prestação do serviço.

Prazo de inscrições: 60 dias, com início em 04/11/2015 e termo final em 04/01/2016.
Endereço: A íntegra do edital, e seus anexos, encontra-se disponível fisicamente no Atendimento ao Público do Ministério das Comunicações, na Esplanada dos Ministérios, Bloco R, Edifício Sede, Térreo, Brasília/DF, e, também, em seu sítio eletrônico (http://www.mc.gov.br), através da aba "Rádio Comunitária" disponível no Espaço do Radiodifusor.
ANDRÉ FIGUEIREDO
Ministro

UF                          MUNICÍPIO                                        CANAL
RN                        Canguaretama                                       285
RN                          Equador                                               200
RN                           Macau                                                 200
RN                         Marcelino Vieira                                    285
RN                       Monte Alegre                                          200
RN                São Gonçalo do Amarante                            200
RN                      São Rafael                                              200
RN                         Serra do Mel                                         285

Incra avança na regularização de três territórios quilombolas no Rio Grande do Norte


As 116 famílias que vivem nas comunidades quilombolas de Acauã, Jatobá, e Boa Vista dos Negros, comemoraram o avanço do processo de regularização de seus territórios. De segunda (9) a quarta-feira (11), o Incra/RN promoveu a assinatura de Contratos de Concessão Real de Uso (CCDRU) referentes a processos de desintrusão (retirada de ocupantes não-quilombolas), a imissão de posse de imóveis em nome do Instituto e a entrega de títulos registrados.

Na quarta-feira (11), o Incra foi imitido na posse de dois imóveis que compõem a área quilombola Boa Vista dos Negros, em Parelhas, no Território da Cidadania do Seridó, antes pertencentes a não-quilombolas. Juntos, os imóveis têm cerca de 210 hectares. O ato contou com a presença de crianças, adultos e idosos da comunidade e foi acompanhado pelo superintendente do Instituto no Rio Grande do Norte, Vinícius Ferreira Araújo, pela equipe técnica do Serviço Quilombola do Incra/RN, pela assessora da Procuradoria Federal Especializada, Valéria Poição da Costa, e ainda pela Oficiala da 9ª Vara Federal de Caicó, Constância Maria Bezerra Costa Uchôa.

De acordo o antropólogo André Garcia Braga, do Serviço Quilombola do Incra/RN, as próximas etapas para a regularização do território da comunidade Boa Vista dos Negros, onde vivem 36 famílias, são: a emissão de CCDRUs referentes a estes imóveis desapropriados e a continuidade dos processos desapropriatórios dos imóveis que compõem o restante do território, visando sua titulação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MinC inicia comemorações do Dia da Consciência Negra

O Brasil é marcado pela miscigenação de credos, raças, histórias e por lutas por igualdade. Homens, mulheres e crianças foram escravizados por séculos e, nesse período de repressão, diversos líderes negros morreram na luta por igualdade e respeito. O mais conhecido é Zumbi dos Palmares, símbolo de força e resistência à escravidão e líder do Quilombo dos Palmares, o maior do período colonial. Em homenagem ao dia de sua morte, 20 de novembro, é comemorado o Dia da Consciência Negra. 
 
A Fundação Cultural Palmares (FCP), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, iniciou as ações em comemoração à data nessa quarta-feira (11), com a festa do Ijexá, em Maceió (AL). DE 18 a 29, a Palmares terá uma ampla agenda na Serra da Barriga, em Alagoas, região onde se localizava o Quilombo dos Palmares. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, irá para o local no dia 20 e participará da homenagem aos 320 anos da morte de Zumbi. 
 
A programação na Serra da Barriga terá shows de artistas negros, rodas de conversa, palestras, apresentações de teatro, feira de artesanatos e oficinas de leitura, além de debates para a revitalização do Parque Memorial da Serra. A programação inclui, ainda, a posse do Conselho Curador da FCP, a coroação do busto de Zumbi em ato solene e a assinatura do protocolo com o Google para o georreferenciamento de comunidades quilombolas.
 
As atividades em Alagoas seguem até o dia 29 de novembro, com o Seminário O Turismo Cultural Étnico sob a perspectiva da Economia da Cultura. O encerramento será com mais de 40 apresentações de grupos da cultura negra e com o show da cantora Mart'nália.
 
Participarão do evento artistas e gestores da cultura negra, representantes das comunidades tradicionais de matriz africana, quilombolas e indígenas além do governador de Alagoas, Renan Filho, a presidenta da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu e o Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Carlos Paiva.
 
Mariana Menezes
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

ZUMBI DOS PALMARES EM NATAL

Audiência Pública em Comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra (20 Novembro) - ZUMBI DOS PALMARES
Vereador Fernando Lucena - PT Natal Presidente Frente Parlamentar de Combate ao Preconceito e a Discriminação da Câmara Municipal de Natal
Data: 23/11/2015 (segunda-feira)
Horas: a partir 14:00
Local: Câmara Municipal de Natal R. Jundiaí, 546 - Tirol
Obs.: teremos pessoas homenageadas e apresentações culturais, quem desejar articular grupos e ou artista entrar em contato. Att/Ludjanio


NOVEMBRO NEGRO NEABI – IFRN – CAL 2015

TEMA: Gênero, ETNIA e Diversidade na Universidade

PROGRAMAÇÃO

DIA 19/11/2015 – Quinta-Feira: Abertura do Novembro Negro
18:00HS – Pátio do campus – Apresentação do Grupo de Capoeira do IFRN/CAL

18:30 – Mostra de documentários sobre a cultura Afro-Brasileira – (CINEMATECA POTIGUAR) Local: Pátio do Campus

19:00hs – Palestra: A dificuldade de se trabalhar a questão racial na escola e na sociedade brasileira. Palestrante: William Gomes Ferreira - Mestre de Estudos Urbanos e Regionais (Políticas Públicas) Especialista em Teoria e Estudos Sobre a Linguagem, Licenciado em Letras, Língua Portuguesa e Literaturas

20:00hs – Encerramento com o grupo: Musicalidade Ketu – Homens do Axé – Responsável: Babá Olomokam – Local: Auditório

DIA 20/11/2015 – Sexta – Feira – Dia Nacional da Consciência Negra

15:00hs – Oficina de torso – Responsável: Ya Carla de Bessen - Articulação das Mulheres do Àse-RN. Local: Sala 60

16:00hs – Apresentação de Samba de Roda – Maculelê – Capoeira - Local: Pátio do Campus

16:40 – Encenação do Poema Navio Negreiro – Castro Alves – Ator Jocélio Nunes - Local: Pátio do Campus

17:00hs – Bate papo com cineastas e exibição de Documentários sobre a cultura Afro Brasileira – Local: Galeria do Campus – Convidados: Rodrigo Sena, Gustavo Guedes, Herison Pedro.

18:00hs – Apresentação Grupo Folia de Rua - Local: Pátio do Campus

18:40hs – Encerramento com o grupo Raízes de Catimbó - Local: Pátio do Campus

Atenciosamente,
NEABI – IFRN – CAL

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Comunidade Quilombola Macambira (RN) comemora avanço na regularização fundiária



As 263 famílias da Comunidade Remanescente de Quilombo de Macambira, em Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte, comemoram mais uma etapa do processo de regularização do território onde vivem desde meados do século XIX. Nesta quarta-feira (10), uma cópia da Portaria Nº 240, de 1º de junho de 2015, que reconheceu como terra remanescente de quilombo a área de aproximadamente 1.835 hectares reivindicada pela comunidade, foi entregue pelo superintendente do Incra/RN, Vinícius Ferreira de Araújo, ao representante da Associação dos Quilombolas da Macambira, Vilmário Cândido Pereira.
A entrega simbólica do documento ocorreu durante uma reunião da Mesa Permanente de Negociação de Processos de Regularização Fundiária das Comunidades Quilombolas do Rio Grande do Norte, na sede da autarquia em Natal. Macambira é a maior comunidade remanescente de quilombo do estado e está localizada na região Central Potiguar, a cerca de 156 quilômetros da capital Natal.
O próximo passo no processo de regularização do território da Comunidade Macambira é, segundo o antropólogo André Garcia Braga, do Serviço de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra/RN, o encaminhamento de um conjunto de documentos do processo que tramita no Incra/RN para a Casa Civil da Presidência da República. Em seguida, o presidente da República emitirá os decretos desapropriatórios dos dois imóveis que compõem o território da comunidade: “Cabeça de Macambira” e “Baixa Grande”. O processo de regularização do território da Comunidade é concluído com a emissão de título de propriedade inalienável em nome da Associação da Comunidade.
A Mesa Permanente de Negociação de Processos de Regularização Fundiária das Comunidades Quilombolas é um espaço institucional que tem o objetivo de debater, identificar problemas e encaminhar soluções relativas à regularização dos territórios quilombolas. Funciona com a realização de reuniões bimestrais, na sede do Incra/RN, com temáticas de cunho institucional e de controle social. Participam da mesa, além do Incra, o Governo do Estado, por intermédio das Secretarias de Regularização Fundiária e Apoio à Reforma Agrária (Seara), de Justiça e Cidadania (Sejuc), Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Ministério Público Federal e entidade da sociedade civil que trabalham com comunidades negras.

Disputas pelo território
De acordo com Braga, a grande maioria das 263 famílias da Comunidade Macambira é descendente do escravo alforriado na segunda metade do século XIX Lázaro Pereira de Araújo. Braga disse ainda que os descendentes de quilombolas viviam há anos em disputa com proprietários de terras e com empresas de energia eólica que mantêm parques na localidade.
“Em 2014, um acordo pôs fim ao conflito agrário entre o proprietário das terras reivindicadas pela Comunidade Macambira, a empresa concessionária de energia e os quilombolas, que reivindicam uma área onde existem três parques de energia eólica. O entendimento entre as partes também extinguiu uma ação judicial em curso”, explicou Braga. As famílias de Macambira vivem principalmente do plantio de milho, feijão e mandioca.

Processo de Regularização
As comunidades quilombolas são grupos étnicos predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias. Estima-se que em todo o País existam mais de três mil comunidades quilombolas.
Para terem seus territórios regularizados, as comunidades quilombolas devem encaminhar uma declaração na qual se identificam como comunidade remanescente de quilombo à Fundação Cultural Palmares, que expedirá uma Certidão de Autorreconhecimento em nome da mesma. Devem ainda encaminhar à Superintendência Regional do Incra uma solicitação formal de abertura dos procedimentos administrativos visando à regularização.
A regularização do território tem início com um estudo da área, a elaboração de um Relatório Técnico que identifica e delimita o território da comunidade. Uma vez aprovado este relatório, o Incra publica uma portaria de reconhecimento que declara os limites do território quilombola. A fase final do procedimento corresponde à regularização fundiária, com a retirada de ocupantes não quilombolas através de desapropriação e/ou pagamento das benfeitorias e a demarcação do território.
Ao final do processo, é concedido um título coletivo de propriedade à comunidade em nome da associação dos moradores da área e feito seu registro no cartório de imóveis. Atualmente, existem 19 processos de regularização de territórios quilombolas abertos no Incra/RN.